O mercado para a JANUA Obras
Li recentemente um texto que me ficou na cabeça.
Falava das micro-empresas em Portugal, de como somos um país de empresas de três pessoas, de como 8 em cada 10 empresas portuguesas têm menos de 3 trabalhadores, e de como estas micro-unidades são a infraestrutura invisível do país.
E havia uma frase que resumia tudo: "A equipa de 4 que monta em dois dias uma casa fabricada em ambiente industrial é mais produtiva do que a empresa tradicional de 40. Porque a escala está no sistema, não no headcount."
Quando li isto, pensei imediatamente na construção. E na razão pela qual criámos a JANUA Obras.
O retrato da construção em Portugal
92% das empresas de construção em Portugal são micro-empresas.
São o electricista que trabalha com um ajudante. O pedreiro que tem uma carrinha e três operários. O empreiteiro que gere duas ou três obras ao mesmo tempo com uma equipa reduzida, um telemóvel e um caderno.
São empresas que conhecem o ofício, que sabem construir, que resolvem problemas no terreno todos os dias. São a espinha dorsal do setor, sem elas, não se constrói nada em Portugal.
Mas são também empresas que gerem obra como se geriu em 1976.
O cronograma está na cabeça do encarregado. Os autos de medição fazem-se em Excel, quando se fazem. O mapa de quantidades vive numa pasta no computador que nem sempre é a versão mais recente. A comunicação com o dono de obra acontece por WhatsApp, sem registo formal, sem histórico organizado.
Não é por falta de competência. É por falta de escala.
O problema não é o tamanho, é a ferramenta
Uma empresa de 3 pessoas não vai contratar um gestor de projeto. Não vai investir num ERP de construção que custa milhares de euros e precisa de formação durante semanas. Não vai criar um departamento administrativo para organizar documentação de obra.
Mas isso não significa que não precise de organização.
Significa que precisa de uma ferramenta que lhe dê a organização de uma empresa de 30, sem precisar de ser uma empresa de 30.
É aqui que entra a JANUA Obras.
O que a JANUA Obras faz por uma micro-empresa
A JANUA Obras não foi desenhada para grandes construtoras com departamentos de planeamento. Foi desenhada para a realidade portuguesa, para o empreiteiro que gere duas obras ao mesmo tempo, para o diretor de obra que acompanha três projetos com uma equipa pequena, para o dono de obra que quer ter visibilidade sem precisar de estar em estaleiro todos os dias.
O cronograma sai da cabeça e entra num sistema.
O planeamento da obra fica visível para todos os intervenientes, empreiteiro, dono de obra, diretor de obra. Cada um vê o que está previsto, o que está em curso e o que está atrasado. Sem telefonemas para perguntar "como é que está a obra?".
O mapa de quantidades deixa de ser um ficheiro perdido.
Está centralizado na plataforma, acessível a quem precisa, e serve de base para tudo o que vem a seguir, propostas, autos de medição, controlo financeiro. Uma única fonte de verdade.
Os autos de medição são gerados a partir do mapa de quantidades.
Não há folhas de Excel paralelas. O empreiteiro regista o que executou, o diretor de obra valida, e o dono de obra tem visibilidade imediata. O quadro financeiro atualiza-se automaticamente.
A comunicação fica registada.
As decisões tomadas em obra, as alterações aprovadas, as questões levantadas, tudo fica documentado na plataforma, com data e autor. Quando surge um conflito, o histórico está lá. Não depende da memória de ninguém.
A escala está no sistema
A micro-empresa de construção portuguesa não precisa de crescer para 30 trabalhadores para ser profissional. Precisa de acesso a ferramentas que lhe permitam gerir com rigor, sem que isso exija mais pessoas.
É exatamente o que o texto que li defendia, a escala não está no número de pessoas. Está no sistema.
Uma empresa de 3 pessoas com a JANUA Obras gere o cronograma como uma empresa de 30. Controla os autos de medição como uma empresa de 30. Comunica com o dono de obra com o registo e a transparência de uma empresa de 30.
A diferença não é o tamanho. É a ferramenta.
Para quem é a JANUA Obras
Quando pensámos no mercado para a JANUA Obras, não pensámos nas grandes construtoras. Pensámos nas 92%.
Pensámos no empreiteiro que quer mostrar ao dono de obra que tem organização e que essa organização lhe dá credibilidade para ganhar mais obras.
Pensámos no diretor de obra que acompanha vários projetos e precisa de ter tudo num sítio, sem depender de dezenas de ficheiros espalhados.
Pensámos no dono de obra que quer saber onde está o seu dinheiro, quanto foi gasto, quanto falta e se o resultado final está dentro do planeado, sem precisar de estar em obra todos os dias.
E pensámos no investidor que quer profissionalismo na gestão da sua obra e que percebe que esse profissionalismo começa na ferramenta.
Conclusão
Portugal tem 1,59 milhões de empresas. Na construção, 92% são micro-empresas. Não vão deixar de o ser e não precisam de deixar de o ser.
Precisam de ferramentas que lhes dêem escala sem lhes exigirem dimensão. Que lhes permitam gerir com rigor sem contratarem departamentos. Que transformem a forma como comunicam com os donos de obra, como controlam os seus custos e como documentam o que fazem.
A JANUA Obras foi construída para este mercado. Para as 92%.
Porque a escala não está no número de pessoas. Está no sistema.

