Aprovação de materiais do email para a JANUA OBRAS

Há uma tarefa em obra que quase ninguém gosta de fazer, mas que todos assinam à pressa: aprovar os materiais que entram. É sobre isso e sobre como resolvemos isto na JANUA Obras que quero falar.

O ciclo costuma ser este. O diretor de obra envia a ficha técnica do material. A fiscalização autoriza ou, quando tem dúvidas, pede parecer aos projetistas. O diretor de obra assina que recebeu essa autorização e o material segue para a obra.

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No papel, funciona. O problema é o meio onde isto acontece, o email. Porque no dia em que o material der problema (e alguns dão), ninguém vai perguntar à caixa de correio quem autorizou. Vão perguntar à fiscalização. Ao diretor de obra. E, se deu parecer, ao projetista. A responsabilidade não fica no reencaminhamento. Fica em quem assinou.

As fichas técnicas são um quebra-cabeças

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Quem já teve de aprovar um material sabe, uma ficha técnica não é um documento que se lê em dois minutos.

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São densas. Cheias de valores, normas, classes, tolerâncias. Espessuras, reação ao fogo, coeficientes de transmissão térmica, resistências à compressão, encaixes, dimensões de painel. E o que interessa não é a ficha em si, é se aquilo que a ficha diz corresponde ao que o projeto e o mapa de quantidades pediram.

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Isso obriga a ter as duas coisas abertas ao mesmo tempo, a ficha do material proposto de um lado, o artigo do mapa de quantidades do outro e a fazer o cruzamento à mão. O artigo pede XPS de 30 mm, a proposta traz 40 mm. É melhor, é pior, é aceitável? O artigo pede uma caixa de estore com uma determinada classe de reação ao fogo, a proposta cumpre?

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Para quem é da área, isto já dá trabalho. Para quem não é (e em obra há muita gente a validar coisas fora da sua especialidade), é uma dor de cabeça a sério. E é precisamente aí que os erros passam despercebidos.

O email não foi feito para isto

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Gerir aprovações de materiais por email tem todos os problemas que já conhecemos, só que aqui custam mais caro.

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A informação fica espalhada. A ficha está numa caixa de correio, o pedido de parecer ao projetista noutra, a autorização da fiscalização perdida numa cadeia de reencaminhamentos com dez pessoas em cópia. Meses depois, quando alguém pergunta "afinal, este material foi aprovado por quem, e com que ressalva?", ninguém consegue responder com certeza.

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Não há histórico organizado. Não há um sítio onde estejam, lado a lado, os dados do material, os documentos anexados e a decisão de cada interveniente. Há um arquivo de emails que ninguém quer reabrir.

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E numa tarefa em que a responsabilidade é real, em que quem assina responde, não ter um registo claro do que foi decidido, por quem e porquê, não é um detalhe. É um risco.

Centralizar não é organizar melhor. É proteger quem decide.

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A ideia por trás da JANUA Obras é simples. A informação de uma obra devia viver toda no mesmo sítio. E a aprovação de materiais é um dos casos onde isso mais se nota.

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Em vez de email, cada material tem o seu boletim. De um lado, os dados técnicos e os documentos. Do outro, uma conversa onde todos os intervenientes com acesso discutem aquele material. A fiscalização, o diretor de obra, os projetistas. O diretor de obra submete, a fiscalização autoriza ou pede parecer, tudo no mesmo lugar, com autor e data. A decisão fica registada. O histórico fica acessível. E quando precisares de saber o que se passou, a resposta está lá.

Uma IA que lê a ficha por inteiro, antes de a teres de ler

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Foi aqui que decidimos ir mais longe.

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No momento em que um material é submetido, um agente de IA faz a primeira análise. Vai buscar ao mapa de quantidades da obra o artigo que foi referenciado, lê a descrição do que estava previsto e compara-a com as especificações do material proposto, incluindo o que está dentro das fichas técnicas anexadas.

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E devolve, logo na conversa, um parecer, onde o material cumpre o previsto, onde diverge e com que valores. Se a espessura proposta é superior à prevista, di-lo. Se a classe de reação ao fogo não corresponde, assinala. Se o material previsto foi entretanto descontinuado e a proposta é uma alternativa técnica válida, contextualiza.

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Aquilo que para uma pessoa é um cruzamento demorado e propício a erros, sobretudo para quem não domina aquela especialidade, passa a estar feito à partida.

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Quero ser claro sobre uma coisa, esta análise não decide nada. Não substitui a autorização da fiscalização, o parecer dos projetistas nem a assinatura do diretor de obra. A decisão continua a ser de quem tem de responder por ela. O que a IA faz é dar a esses engenheiros uma primeira leitura séria de toda a ficha técnica, para que a decisão seja tomada com o trabalho de comparação já em cima da mesa e não à pressa entre duas reuniões.

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É uma ajuda. Mas é o tipo de ajuda que, numa tarefa delicada como esta, faz a diferença entre uma obra bem executada e um problema que só aparece lá mais para a frente, quando já é tarde e quando a pergunta "quem aprovou isto?" já tem um nome.

Tira a aprovação de materiais do email

Se geres obras, já passaste por isto. A JANUA Obras junta a ficha, a conversa, a decisão e a análise da IA num só sítio e deixa registado quem autorizou o quê.

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Experimenta, a partir do teu primeiro projeto, em obras.janua.pt.

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